Aula de Artes do INJR cria ‘Jogo do Som e das Sensações’ para auxiliar na concentração dos alunos

14/10/2016

Aula de Artes do INJR cria ‘Jogo do Som e das Sensações’ para auxiliar na concentração dos alunos

14/10/2016

Transformar uma emoção, um sentimento e até mesmo um som em arte não é nada fácil. Só que com uma dose de criatividade, que muitas crianças e jovens têm de sobra, tudo é possível. Foi pensando nesta ideia, que a Aula de Artes do Instituto Projeto Neymar Jr. criou o ‘Jogo do Som e das Sensações’ para colocar a garotada para pensar. Utilizando instrumentos musicais e pequenos objetos, a atividade também serviu para trabalhar a concentração dos alunos.

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A ideia surgiu dos pensamentos da Professora de Artes do INJR, Mariana Camargo. Ela explica que elaborou situações que os alunos pudessem extrair ao máximo a imaginação. Foi então que ela pensou no som, em sua totalidade de objetos, situações do dia a dia e em instrumentos musicais.

“O som está em todo lugar e eu consigo motivar eles com coisas pequenas. Comecei a aula passando um vídeo na televisão e cobria a tela para eles só escutarem o som dos animais. Com essa atividade fomos trabalhando a percepção deles e a imaginação. Assim eles iam escrevendo o que sabiam e o que não sabiam. Mas em uma segunda etapa achei que eles tinham que sair do caderno e do lápis, então tentei outra coisa. Foi quando criei o Jogo do Som e das Sensações”.

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Sentindo a necessidade de melhorar a atenção dos alunos em sala de aula, Camargo pegou diversos objetos que estimulam o raciocínio, a percepção e a imaginação. “Os alunos não têm muita concentração e talvez com o som, tendo que prestar atenção, sentir e expressar, eles acabam tendo uma atenção maior sobre isso”, complementa. O jogo também estimula a coordenação motora, o trabalho em equipe, o respeito e os conhecimentos gerais, porque em algumas dicas, por exemplo, foram usados instrumentos musicais de outros países.

Apesar de ter sido eliminado precocemente do jogo por desatenção na dica que pescou, o aluno da F9, Marcelo Fernandes de Andrade, de 12 anos, disse que o mais legal do jogo foi a pescaria. Ele conta que achou difícil controlar a coordenação motora para não deixar a mão tremer.

“Precisa de concentração para conseguir pescar. Precisa prestar atenção no barulho do objeto para você conseguir matar a charada. Achei legal porque saiu um pouco do normal para uma aula de artes. É mais difícil desenhar um som que a gente escutou, porque você vai ter que desenhar o que o som parece para você. Gostei da aula achei diferente”, disse.

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Divididos em trio, dupla ou até individualmente, as crianças participaram do jogo de maneira ativa e demonstraram muita curiosidade com as etapas da atividade. Dispostos sobre a mesa, cartões com números foram devidamente arrumados e continham uma pequena charada ou dica no seu interior. Cada criança representava um número e com uma vara de pescar tinha que puxar o seu número.

Com uma espécie de peixe em formato de cartão fisgado, a criança deveria ler em voz alta o que estava escrito e se soubesse a resposta ia para a segunda etapa. Dentro da ‘Caixa do Som’ ela deveria procurar o objeto que emite o barulho descrito na charada e então mostrar para os amigos. Se ela acertasse ganhava um ponto e caso errasse cedia a vez para a próxima criança participante.

“A caixa tem 15 objetos que emitem algum som, independente se é instrumento de música ou não, e que são separados em fichas com respectivas charadas para serem decifradas. Cada criança sorteia um número que tem três dicas e se elas forem usá-las perdem pontuação. No meio dessas dicas têm o ‘Tentar a Sorte’. Eles podem eliminar alguém, ser eliminado, trocar de dupla. Nesse jogo eles vão usar o faro de jogador para vencer com uma estratégica pensada para eliminar o amigo ou amiga que estão jogando contra”, explica.

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Assim como o aluno Marcelo disse, a atividade fez com que as crianças saíssem da rotina de maneira lúdica, porém que trouxesse discussões e pensamentos para ‘quebrar’ a cabeça e desvendar uma charada. Mas além de fazer a molecada pensar, Camargo diz que a arte está em todo lugar e nesse jogo ela veio como uma maneira de fazer as crianças se expressarem.

“Eles estão se expressando da maneira deles e estão adorando. Foi uma maneira simples de abranger poucos materiais. Eles estão expressando o sentimento deles. Cada um está falando da sua maneira como eles escutam o som, como que é esse som, então eu consigo trazer a realidade deles de fora do Instituto para a sala de aula”.

Trazer os sentimentos para dentro do Instituto e compartilhar a imaginação do som decifrado é o objetivo para trazer benefícios na melhora da atenção em sala de aula. Após todas as turmas do Instituto Neymar Jr. disputarem o jogo, os alunos vão passar os sons que escutaram durante a atividade para o papel em forma de desenho, de poema ou até fazendo atividade manual na construção de objetos de música.

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